Quissamã/RJ está entre os piores avaliados no ranking de gestão fiscal dos municípios Fluminenses, dos 92 Municípios 79 foram avaliados e Quissamã ocupa a 50ª posição, perdendo inclusive para Campos dos Goytacazes.
Na análise nacional Quissamã, ficou no 2.653º lugar. É o que aponta o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados fiscais oficiais de 2018, divulgado em outubro de 2019.
Confira a tabela: O índice varia de 0 a 1 ponto, sendo que quanto mais próximo de 1 melhor a situação fiscal do município.
O estudo tem o objetivo de apresentar os principais desafios para a gestão municipal, são abordados os indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Liquidez e Investimentos. Quissamã apresenta situação crítica em investimentos e apresenta dificuldade no gasto com pessoal, liquidez e autonomia.
A avaliação aponta que a gestão da Prefeita Maria de Fátima é um fracasso em especial no quesito investimento e bem estar da população, pois é incapaz de criar ambientes de negócios, geração de emprego e renda.
O Governo da Prefeita Maria de Fátima também demonstra incompetência com gastos de pessoal. Recentemente a Prefeita criou 792 cargos na estrutura administrativa e vem promovendo várias nomeações de assessores e cessões de funcionários para contemplar aliados políticos, porém as nomeações em cargos cujas atribuições não estão definidas em Lei e para os quais não se exige competência além de onerar a folha de pagamento também reflete na péssima qualidade da gestão da atual Prefeita de Quissamã.
Como podemos constatar, Quissamã gasta mais de 54% da receita com esse tipo de despesa ultrapassando o limite de alerta definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
A Vereadora Alexandra Moreira já solicitou a Prefeita informações sobre a folha de pagamento e atribuições dos assessores da Prefeita, estimados num total de 350 pessoas. Estima-se que somente lotados no gabinete da Prefeita tenha mais de 80 cidadãos, porém a Prefeita não forneceu as informações via ofício e a Câmara de Vereadores negou em plenário o Requerimento de Informações de autoria da Parlamentar.
“Existem vários funcionários cedidos a peso de ouro para o Município, pessoas que não moram na Cidade, que não acrescentam em nada para a Cidade , alguns custam ao Município mais de 240 mil por ano, o valor de 4 casas populares”
pontuou a Parlamentar.
Infelizmente a realidade de Quissamã na avaliação fiscal representa uma vergonha pois a Cidade de 24 mil habitantes vem desde 2017 obtendo uma receita crescente. Em 2016 no Governo Furinga foram arrecadados 168 milhões, em 2017 na gestão da atual Prefeita mais de 185 milhões foram recebidos, em 2018 – ano em análise pela Firjan – mais de 238 milhões entraram nos cofres públicos e até setembro de 2019 mais de 175 milhões de reais foram arrecadados, ou seja, falta competência e não dinheiro.
Quissamã vai de mal a pior, gasta mal o dinheiro público e faz contratações, no mínimo suspeitas como é o caso do contrato para limpeza pública e operacionalização dos serviços de saúde, que estão sob investigação no TCE/RJ e Ministério Público de Macaé. Além disso, obras e serviços não são executadas a contento e a população já demonstra sua insatisfação em pesquisas de opinião pública.
Dados oficiais do próprio Governo local aponta que 80% da população está vivendo na pobreza, a população economicamente ativa na Cidade caiu vertiginosamente e a violência que outrora não existia já está instalada no Município.
Pobre Cidade Rica.
Confira o índice Firjan:
https://www.firjan.com.br/ifgf/consulta-ao-indice/consulta-ao-indice-grafico.htm?UF=RJ&IdCidade=330415&Indicador=1&Ano=2018
